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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O assalto na véspera da BIOPSIA



Na quarta-feira fui direto para a Casa Rosa para ser atendida pelo  Dr. José Augusto e dessa vez a fila estava pequena e fui atendida logo.
 Já com o resultado na mão, o Dr. José Augusto me disse que haveria a necessidade de fazermos uma biopsia para retirada de fragmentos do tecido mamário,  pois o resultado obtido na analise do liquido extraído na punção não era conclusiva. E sendo assim, me entregou os encaminhamentos para os exames pré-operatórios (sangue e risco cirúrgico) que eu deveria providenciar o quanto antes.
Quando sai da Casa Rosa, decidi realizar os exames no mesmo dia já que seria particular, e na maioria das vezes em que pagamos por consultas e exames a vista, sempre sai mais rápido e não tem problemas de agenda dos médicos não é mesmo? Pois bem, na sexta-feira daquela mesma semana estava com tudo pronto, voltei ao Hospital Santa Rita e a biopsia foi  marcada para a terça-feira.

Formalidade prática concluída agora era só esperar.

Tenho uma família maravilhosa e muito unida, e como a segunda-feira seria véspera da minha internação, minha mãe resolveu fazer uma deliciosa canjiquinha (comida mineira) e lá estávamos todos reunidos à mesa, inclusive um amigo-irmão nosso Luciano. A campainha tocou e minha sobrinha Natalia foi atender, era um amigo dela da escola e no portão ela permaneceu por alguns minutos. Tempo suficiente para serem rendidos por 02 assaltantes drogados, e com eles na mira do revolver entraram pela porta da cozinha, eles queriam a chave do carro do meu irmão que estava estacionado em frente à casa, era por volta das 19:30hs daquela segunda-feira. Seguiram-se momentos de pânico, pois os assaltantes estavam bastante nervosos porque foram  surpreendidos com tanta gente na casa, um deles gritava para o outro que pegasse uma corda e amarrasse todo mundo. Recordo-me que meu irmão Sérgio pedia a eles calma, e dizia que não iriam reagir e que a chave do carro estava em cima da mesa, como os bandidos não acharam e não tinham nenhuma corda, resolveram trancar todos dentro do banheiro.
Na confusão de enfiar tanta gente em um banheiro minúsculo ( + ou - 8 pessoas) , minha sobrinha que estava com a arma na cabeça foi empurrada também para dentro do banheiro. Enquanto estávamos trancados naquele banheiro, tempo que me pareceu séculos, uma movimentação grande ocorreu do lado de fora, os bandidos pegaram carteiras, celulares, objetos pequenos e a chave do carro, que ouvimos o barulho do motor após alguns instantes. Ficamos ali por mais alguns minutos em silêncio, para termos a certeza que não havia mais ninguém do lado de fora, até que os meninos arrombaram a porta, pois as mulheres só sabiam chorar, eu fiquei paralisada e em pânico.
Após sairmos do banheiro, meu irmão foi ligar para a polícia enquanto os demais tentavam acalmar a todos e ir lá fora ver se algum vizinho tinha visto algo, nestas horas ninguém vê e nem ouve nada, um fenômeno coletivo que acontece com a vizinhança nestes casos. (risos)

Eu fiquei ali processando aqueles momentos que pareciam não terminar nunca, e naquela confusão ficamos quase a noite toda acordados, e até nos esquecemos de que ao amanhecer o dia  eu iria me internar. 

Reflexão:
Em momentos de turbulências na vida da gente, pensamos que o mundo vai desabar em nossas cabeças. Entretanto quero deixar aqui a palavra que me confortou na época.

 Salmo 73.26.


¨ Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso. ¨


2 comentários:

Querida irmã São tantos acontecimentos marcantes que minha mente não deu conta de marcar o tempo.....quantos livramentos ,quantas vezes DEUS colocou seus anjos pra nos proteger ......

Deus sempre nos ampara nas dificuldades, e são tantas vezes que nem nos damos conta. Bjs

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