Na segunda-feira seguinte ao casamento
do meu irmão, retomei as minhas angustias e aflições.
Com o encaminhamento que
mencionei no artigo ¨ A descoberta do tumor ¨, peguei um ônibus e fui para o Hospital
Santa Rita e lá chegando fui atendida na ¨Casa Rosa¨ ( uma casa pintada de rosa
que era utilizada na época pelo hospital para a triagem dos pacientes do SUS) e
eu era uma delas.
Cheguei por volta das 6hs da
manhã, entrei em uma fila enorme que se formava na calçada ao lado da casa. A
fila até que andou rápido, e aproximadamente as 7:30hs fui atendida em uma
janelinha que mal dava para ver o rosto das pessoas lá dentro, entreguei o
encaminhamento pelas grades e mostrei os exames que já havia realizado para as enfermeiras que
faziam a triagem
Meu dossiê passou de mão em mão até que o entregaram
para uma enfermeira de mais idade, que
entendi que ser a ¨chefe¨ , ela olhou os exames e sem mesmo olhar para mim disse: - Essa, vai para o Dr. José Augusto.
Entrei na fila do médico Dr. José
Augusto (Oncologista) e por volta das
10:50hs chegou minha vez.
¨ Abro aqui um parêntese para
falar que Deus me colocou aos cuidados de um dos maiores especialista no
assunto do ES. ¨
Naquele consultório sem nenhuma
estrutura e um calor fora do comum, o Dr. José Augusto analisou os exames e na
mesma hora chamou sua assistente e disse para preparar o material que iríamos
fazer uma punção... Pensei o que é isto?
A assistente me encaminhou para
um consultório ao lado, pediu para que eu tirasse a blusa e o sutiã e vestisse
um jaleco com a abertura para frente. O médico chegou calçou as luvas e me
disse que o procedimento seria rápido, o que realmente foi, passou um antisséptico
no meu seio em cima do suposto tumor e com uma seringa inseriu a agulha recolhendo
um liquido avermelhado do local. A minha preocupação amenizou a dor que senti
na hora, e neste momento pensei....ACHO QUE ISTO É UMA PUNÇÃO.
Após este procedimento me vesti e
retornei para o consultório. O Dr. José Augusto me disse para retornar na
quarta-feira que iria mandar o material para o laboratório.
Assim o fiz, com o seio dolorido
peguei um ônibus por volta das 12:30hs e retornei para casa pensando como iria
suportar tudo isto sozinha? Resolvi chegar em casa e compartilhar com minha família....a
coisa estava ficando séria demais.
Chegando em casa, minha mãe estranhou
o fato de estar em casa aquela hora, apenas respondi que não estava me sentindo bem e que resolvi sair
mais cedo do trabalho. Esperei a noite cair e todos os meus irmãos chegarem do
trabalho, compartilhei com todos o que
estava acontecendo comigo, e que eu deveria retornar ao hospital na próxima
quarta-feira.....
Choros e preocupações solidárias
se seguiram após este instante.
A partir deste dia minha família
passou a me acompanhar nas angustias e aflições, sendo minha fortaleza e porto seguro.
Família – base de tudo na minha
vida
Reflexão:
O quanto é importante a presença
da família em momentos como estes, nos fortalece, ampara e nos da a confiança de
que vale a pena lutar pela vida. Caso tenham algum familiar, ou amigo passando por algum tipo de problema de saúde,
aproximem-se pois vocês não têm noção como a simples presença é um bálsamo na
vida da gente.






2 comentários:
Com certeza a família é a base que sempre podemos contra.... quando um membro dessa família se abala todos os outros procuram ajudar e assim deve ser.... que Deus continue te iluminando!!!
beijosss
Muito obrigada Yasmim pelo carinho e cuidado que tem me demonstrado em todos estes anos. Beijoca
Postar um comentário