¨Chega de sermos tratadas como mortas vivas. Não fazemos
parte do elenco do filme Residente Evil ¨
Hoje acordei empolgada para escrever este post e dedicar a
todas vocês mulheres guerreiras, que como eu tiveram o câncer de mama,
superaram o tratamento e hoje vivem uma vida na minha opinião relativamente
normal.
Porque ¨relativamente¨?
Relativamente porque com a graça de Deus estamos aqui para
contar e compartilhar nossas histórias de superação à esta batalha, e este
mesmo Deus nos capacita para suportar as sequelas que ficam e que as vezes são
difíceis de cicatrizar, sito algumas dentre várias: conviver com as limitações
físicas, a rotina de tomar remédios quase que o resto da vida, os autos e baixos
no astral, suportar a dor da perda do companheiro que muitas vezes vão embora e
nos deixam sozinhas, se ajustar na medida do possível às exigências que a
sociedade impõe, e aprender a viver literalmente um dia de cada vez.
É assim a vida de muitas mulheres pós tratamento e
superação, o que não dá o direito de ninguém nos tratarmos como mortas vidas,
como mulheres que NÃO podem ser felizes, NÃO podem se divertir, NÃO podem fazer
planos, NÃO podem se casar de novo se for o caso, enfim NÃO podem ter esperanças
de viver muitos e muitos anos nesta vida.
Já ouvi muitos insinuarem que quem tem câncer está na ¨fila
da morte¨, entretanto todos nós estamos nesta fila e quem define o momento em que
a fila vai andar é DEUS e para morrer basta estar vivo.
A você que está na fila junto comigo e com todas as outras
mulheres que tiveram câncer de mama ou até mesmo outro tipo de doença grave,
digo que não estamos com pressa para a fila andar e que se quiserem passar na
frente sintam-se à vontade.
E digo mais.....enquanto estivermos na fila iremos animar a
festa e sermos muito felizes.
Compartilhem esta ideia e quem sabe não nos espelhamos na
¨mocinha do filme¨ e armadas até os dentes não damos um grande basta nestas
atitudes?






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